segunda-feira, 9 de maio de 2011

Foto inédita mostra gases deixando conglomerado de galáxias

A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou nesta segunda-feira uma foto feita pelo observatório espacial Herschel que mostra o momento em que nuvens de gases moleculares se expandem no interior de um conglomerado de galáxias.

A imagem é considerada um feito e tanto pelos astrônomos já que a velocidade do fenômeno é de mais de mil quilômetros por segundo, o que a torna difícil de ser captada. Segundo a ESA, isso equivaleria a ser dez mil vezes mais rápido do que um furacão no planeta Terra.

A boa notícia é que esta é a primeira vez que se tem uma foto dessas expansões que ocorrem no espaço. Acredita-se que as estrelas são formadas a partir desses gases moleculares.

A má notícia é que essas expansões, se muito potentes, carregam boa parte da matéria-prima utilizada na formação de estrelas. Ou seja, podem até interferir negativamente na sua criação.

Foto mostra gases moleculares em expansão; acredita-se que as estrelas se formam a partir desses gases

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/913183-foto-inedita-mostra-gases-deixando-conglomerado-de-galaxias.shtml


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As Fases da Lua


As fases da lua como são denominados os quatro aspectos básicos que o satélite natural da Terra, a Lua, apresenta conforme o ângulo pelo qual é vista a face iluminada pelo Sol. Diferentemente de outros idiomas, na língua portuguesa, as fases intermediárias, como a lua gibosa (Diz-se dum astro sem luz própria no qual a parte iluminada ocupa quase todo o disco aparente) e a lua balsâmica não possuem a nomenclatura amplamente difundida.

A Lunação

Quando a Lua encontra-se em conjunção com o Sol, a face visível está totalmente às escuras e a face oculta está iluminada. É a Lua nova (Lua nº 1). Uma vez que nesta fase a Lua nasce e se põe com o Sol, ela só é visível quando ocorre um eclipse solar.

Aproximadamente 7,5 dias depois a Lua encontra-se num ângulo de 90º em relação ao Sol. Nesta fase a porção iluminada equivale à metade da face visível, portanto um quarto da superfície lunar (Lua nº3). Vem daí o nome Quarto crescente. Nesta fase a Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite.

Quando a Lua se encontra em oposição ao Sol, em torno de 15 dias após a Lua nova, sua face visível fica totalmente iluminada, é a Lua cheia (Lua nº 5). Nesta fase a Lua nasce quando o Sol se põe e seu ocaso ocorre ao nascer do Sol. É nessa fase também que acontecem os eclipses lunares.

Mais uma semana até que se forme um ângulo de 270º e a Lua estará em Quarto minguante (Lua nº 7). Nesta fase a Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.

O ciclo de lunação se completa em pouco mais de 29,5 dias e é, portanto, quase dois dias mais longo que a translação. Isto ocorre em função do movimento de translação da Terra.

A figura acima mostra o sistema Sol-Terra-Lua como seria visto por um observador externo olhando diretamente para o pólo sul da Terra. O círculo externo mostra a Lua em diferentes posições relativas em relação à linha Sol-Terra, assumidas à medida que ela orbita a Terra de oeste para leste. O círculo interno mostra as formas aparentes da Lua, em cada situação.

Assistam a vídeo aula da Professora da Escola Online:

Referências:

Internet: http://astro.if.ufrgs.br/lua/lua.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fases_da_Lua

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os Mistérios de Plutão


Em fevereiro de 1930 houve a descoberta de Plutão (que mede 2300 quilômetros de diâmetro), tal descoberta foi feita por Clyde Tombaugh que na época tinha apenas 24 anos de idade. O jovem conseguiu fazer uma fotografia de Plutão assim comprovando sua existência.

Tentando explicar mais satisfatoriamente as perturbações observadas com Urano, e ainda com Netuno, é que Percival Lowel (1855-1916) e W. H. Pickering (1858-1938) começaram a desenvolver trabalhos detalhados, procurando descobrir outro planeta além de Netuno. Quatorze anos após a morte de Lowell, este novo planeta foi descoberto por seu auxiliar, o então jovem astrônomo Clyde Tombaugh, através de fotografias obtidas com o Telescópio do Observatório Lowell, no Arizona, E.U.A. Muitos dados acerca de Plutão são ainda incertos devido à sua extraordinária distância ao Sol e à Terra. Sua órbita possui alta excentricidade (0,25º), bem como um grande inclinação em relação ao plano da órbita da Terra (17,1º). Devido à sua órbita ser muito excêntrica, Plutão, quando próximo ao periélio (O ponto de menor afastamento de um astro do sistema solar no seu movimento de translação em torno do Sol), encontra-se mais próximo do Sol do que o planeta Netuno.

Pluto animiert.gif
Plutão

Em 1978, foi descoberto em satélite de Plutão, através de fotografias obtidas no Observatório Naval do Arizona e, posteriormente, através de telescópio de 4m do Observatório de Cerro Tololo, no Chile. O Satélite recebeu a denominação de Charon. Seu diâmetro é estimado em 1.200 km, e seu período orbital em 6,39 dias, estando a 19.000km de distância de Plutão. A descoberta desse satélite permitiu o cálculo de massa de Plutão, que se estimava ser muito maior. O valor estimado atualmente para sua massa é da ordem, aproximadamente, de 0,002 massas terrestres, sendo seu diâmetro da ordem de 2.200km. Duas luas de Plutão adicionais foram fotografadas pelo Telescópio Espacial Hubble em 15 de maio de 2005, que receberam as designações provisórias S/2005 P 1 e S/2005 P 2. A União Astronômica Internacional (UAI) nomeou oficialmente essas luas de Nix e Hidra em 21 de julho de 2006. Observações continuam em andamento para definir características destas luas. Essas pequenas luas orbitam Plutão a aproximadamente duas e três vezes, respectivamente, a distância de Plutão a Caronte: Nix a 48 700 km e Hidra a 64 800 km do baricentro do sistema. Elas têm órbitas prógradas (o sentido de rotação do Sol é o mesmo da translação dos planetas) quase circulares que estão no mesmo plano orbital de Caronte (Charon) e estão bem perto de uma ressonância orbital 4:1 e 6:1 com Caronte.




Em 2006, a UAI (União Astronômica Internacional) rebaixou Plutão para ex-planeta, tornando-se um planeta anão. O segundo maior planeta anão do Sistema Solar e o décimo maior objeto observado diretamente orbitando o Sol. Plutão, como o segundo maior planeta anão do Sistema Sola, perde para Éris. Por incrível que pareça, houve manifestações de pessoas nos EUA e em outras localidades da Terra, para que não rebaixassem Plutão. Mas isto não é uma questão de decisões, e sim de fatos. Somos muito pequenos, ainda, para desvendar “verdades” nesta imensidão de informações, incompletas, do nosso Universo.

Astrônomos e cientistas continuam suas pesquisas árduas para desvendar os mistérios de Plutão. Com definições ainda incertas, pois cada novo descobrimento é um novo conceito que damos ao nosso Plutão. Ainda hoje não se sabe exatamente as características físicas de Plutão, pois ele ainda não recebeu a visita de uma nave espacial, já que sua distância da Terra dificulta bastante tal visita.

Protesto de Plutão, com os protestantes contra a reclassificação de Plutão à esquerda e os a favor da reclassificação à direita.


Charon ou Caronte ? Veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caronte_(sat%C3%A9lite)

Assistam o documentário sobre Plutão:

Referências:
FARIA, Romildo Póvoa (org.). Fundamentos de Astronomia. 3ª ed. Campinas, SP: papirus, 1987.

Internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%A3o - acesso em 04/02/2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

Os Cometas

Um cometa é um corpo menor do sistema solar que orbita o Sol. Quando se aproxima do Sol, um cometa passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma e uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar sobre o núcleo do cometa. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de alguns quilômetros até algumas dezenas de quilômetros.

Antes de se aproximar do Sol, os cometas são apenas pedaços escuros de rocha e gelo. Esses minúsculos corpos celestes também giram em torno do Sol e possuem um núcleo com alguns quilômetros de comprimento. Há muitos materiais concentrados nesse núcleo.

Cometa Encke perde sua cauda

Cometas possuem órbitas elípticas. Note as duas caudas distintas: azul para a cauda de gás, e cinza para a cauda de poeira

Circulando pelo espaço sideral, os cometas podem aproximar-se ou distanciar-se do Sol. Quando passam perto do Sol, a temperatura do núcleo aumenta. A radiação solar provoca evaporação e faz os materiais do núcleo esguicharem, formando a cabeça do cometa, também chamada coma, e a cauda. A cauda de alguns cometas chega a ter milhões de quilômetros.

Há registros de 3000 anos que fazem referências a cometas. A humanidade sempre acompanhou curiosa a passagem desses corpos celestes pela Terra. Ao longo da História, os cometas foram considerados presságios, quase sempre de má sorte. Às vezes podem ser vistos a olho nu quando se aproximam do nosso planeta. Aparecem de tempo em tempo e têm brilho destacado entre as estrelas. Atualmente são conhecidos mais de setecentos cometas. O mais famoso é o Halley, que cruza o nosso céu a cada 76 anos.

O Cometa Halley - Lisboa em 1910


Assistam o documentário da History Channel sobre os Cometas:


Referências:

MOREIRA, Igor Antônio Gomes. Construindo o espaço.

Imagens e animação - wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cometa

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Heliocentrismo de Nicolau Copérnico

Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua própria vontade. Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial. Divididas entre enfrentar sua insegurança expondo suas ideias à opinião dos outros, ou manter-se na defensiva, elas preferem a segunda opção. O mundo está cheio de poemas e teorias escondidos no porão.

Copérnico é, talvez, o mais famosos desses relutantes heróis da história da ciência. Ele foi o homem que colocou o Sol de volta no centro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de tudo para que suas ideias não fossem difundidas, possivelmente com medo de críticas ou perseguição religiosa. Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu, que aplicava o dogma platônico do movimento circular uniforme aos corpos celestes, Copérnico propôs que o equante fosse abandonado e que o Sol passasse a ocupar o centro do cosmo. Ao tentar fazer com que o Universo se adaptasse às ideias platônicas ele retornou aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do fogo central, que, como vimos, levou ao modelo heliocêntrico de Aristarco dezoito séculos antes de Copérnico.

Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida, um revolucionário conservador. Ele jamais poderia ter imaginado que, a olhar para o passado, estaria criando uma nova visão cósmica, que abriria novas portas para o futuro. Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução que involuntariamente causou.

No Commentariolus (Pequeno Comentário de Nicolau Copérnico sobre suas próprias hipóteses acerca dos movimentos celestes), Copérnico postula que o Sol é o centro da órbita de todos os planetas e, portanto, do Universo; que a Lua, e apenas a Lua, gira em torno da Terra; que a Terra gira em torno de seu eixo; e que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol em órbitas circulares. Com esse arranjo, Copérnico literalmente destruiu a teoria do universo aristotélico, baseado na divisão do cosmo nos domínios sublunar e celeste.

Assistam aos documentários, com Marcelo Gleiser - Poeira do Universo:

Teoria de Copérnico:


Kepler:



Leia o Livro Commentariolus (Pequeno Comentário de Nicolau Copérnico sobre suas próprias hipóteses acerca dos movimentos celestes), no meu Blog na Matéria 400 anos olhando para o céu:
http://hugoleonardohistoriador.blogspot.com/2009/03/400-anos-olhando-para-o-ceu_14.html

Referências:
GLEISER, Marcelo. A Dança do Universo: dos Mitos de Criação ao Big Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

Vídeos: Poeira do Universo - FANTÁSTICO (Rede Globo)