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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

EVOLUÇÃO DO SOL E DEMAIS ESTRELAS


“Aqui no Nordeste tá tão quente que me fez Filosofar: ‘Reclamamos tanto do Sol que esquecemos sua importância e de sua história’. Vou falar um pouco desta estrela que nos contagia todos os dias com seus raios de luz. E explicar o nascimento e Evolução das Estrelas”. (Prof. Hugo Leonardo)




Apesar de grandes desenvolvimentos que ocorrem neste campo, nas últimas décadas, ainda pouco se conhece de forma conclusiva sobre a evolução estelar. Isto decorre das dificuldades de se conhecer detalhadamente as regiões centrais das estrelas, onde se dão os principais processos que determinam sua evolução, bem como também a outras dificuldades de caráter teórico. Outro fato associado é a impossibilidade de se acompanhar observacionalmente a maior parte da evolução de uma estrela, pois elas evoluem lentamente, só mudando significativamente suas características, em geral, no decorrer de milhares ou milhões e bilhões de anos. Entretanto, apesar disto, o quadro atual é razoavelmente satisfatório, sendo possível construir modelos que permitem algumas previsões sobre o comportamento futuro das estrelas, ou de como eram suas características no passado. 

Considera-se atualmente que as estrelas se formam a partir de nuvens de gás e poeira interestelar, existentes dentro das galáxias. Estas nuvens (nebulosas) possuem densidades variáveis em várias de suas regiões, podendo estas atraem gravitacionalmente para si gases e partículas de poeira que existam à sua volta. Estes glóbulos (Nuvem interstelar quase esférica, compacta, cuja massa é de 20 massas solares, e cujo raio tem cerca de um ano-luz) de matéria que assim se formam atraem cada vez mais matéria, tornando-se mais densos. Parte da energia térmica associada à movimentação rápida das moléculas gasosas é emitida principalmente na região do infravermelho, fazendo com que a contração gravitacional do glóbulo se torne mais facilitada, aumentando sua temperatura central. 

(Evolução da Estrela)

Supondo um glóbulo com massa semelhante à do sol e de tamanho cerca de três vezes as dimensões do Sistema Solar, após cerca de 10 milhões de anos, depois de uma contração significativa, a temperatura no interior da já então protoestrela chega a cerca de 12 milhões de graus, suficiente para que comecem a ocorrer, em seu interior, reações termonucleares transformando núcleos de Hidrogênio em núcleos de Hélio, com intensa liberação de energia radiante. À medida que isso acontece, a temperatura aumenta no interior da massa gasosa, fazendo com que a pressão do gás seja suficiente para frear a contração gravitacional. Um estado de equilíbrio é então atingido, originando uma nova estrela. O processo descrito se processa num intervalo de tempo que depende da massa da nuvem gasosa que inicialmente deu origem à estrela.  Quanto maior a massa, mais rápido é o processo. Com o movimento de rotação associado, que deveria existir no glóbulo inicial, a contração dará origem a um disco de matéria em rotação. Deste disco, através de condensações de outros pequenos glóbulos, poderão eventualmente formar-se planetas girando em torno da estrela.

 
(SOL)


Trabalhos realizados pelo físico brasileiro Mário Schemberg, juntamente com o físico S. Chandrasekar, em 1942, mostram que quando aproximadamente 15% da massa inicial de Hidrogênio se transforma em Hélio o equilíbrio não se mantém, havendo alterações significativas nas características da estrela. À medida que isso ocorre a estrela modifica sua posição na Sequência Principal do Diagrama H-R, em intervalos da ordem de milhões de anos, dependendo de sua massa. 

(Diagrama H-R)

À medida que se processam as reações termonucleares que transformam Hidrogênio em Hélio, a temperatura vai aumentando gradativamente, aumentando também a taxa de conversão. Com o decorrer do tempo, o núcleo da estrela vai ficando mais denso e começa a se contrair, aumentando ainda mais a temperatura e provocando a expansão das camadas exteriores da estrelam, constituídas fundamentalmente por Hidrogênio. Com a expansão desses gases a temperatura superficial da estrela diminui, enquanto que no seu interior o aumento de temperatura provoca a transformação de Hélio em elemento químicos mais pesados, em reações ainda mais energéticos. 

Assistam aos Vídeos:

VIDA E MORTE DAS ESTRELAS:

  
 Como o Sol de Formou: 




Fonte: FARIA, Romildo Póvoa (org.). Fundamentos de Astronomia. 3ª ed. Campinas, SP: papirus, 1987.

Site: Acesso em 21/01/2013: http://astro.if.ufrgs.br/estrelas/escola.htm#a

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Radiação de tempestade solar se aproxima da Terra

Tempestade solar, a maior desde 2005, pode interferir satélites, redes elétricas e sistemas de navegação como o GPS

Cientistas afirmaram nesta segunda-feira (23/01/12) que a maior tempestade solar desde 2005 enviará radiações à Terra até a próxima quarta-feira.

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos indicou que seu Centro de Previsões de Clima Espacial, no Colorado, observou a erupção solar no domingo às 14h (de Brasília). A radiação começou a chegar à Terra uma hora mais tarde e continuará até quarta-feira.

O campo magnético da Terra já está afetado por uma ejeção de massa da coroa solar, após uma erupção ocorrida na superfície do Sol na quinta-feira, 19 de janeiro, segundo os astrônomos.

A agência governamental afirmou que a tempestade ganha força e uma onda de radiação se dirige rapidamente à Terra.

"Devido a este fenômeno é quase certo que haverá uma tempestade geomagnética", ressaltou um comunicado da NOAA. "A labareda solar associada alcançou sua máxima altura no dia 23 de janeiro", acrescentou.

Um modelo informático feito pelo Centro de Previsões aponta que esta onda da tempestade terá seu maior efeito no campo magnético da Terra nesta terça-feira.

O problema principal desta radiação é a interferência com o funcionamento dos satélites e é um inconveniente em particular para os astronautas no espaço.

Imagens Figurativas

FONTE:
Último Segundo/CIÊNCIAS