A agência aeroespacial norte-americana (Nasa, por suas iniciais em inglês) calculou que o asteroide 2012 DA14 passou a 27.357 quilômetros da Terra, um "raspão" em termos astronômicos.
Fonte: NE10

Antes de se aproximar do Sol, os cometas são apenas pedaços escuros de rocha e gelo. Esses minúsculos corpos celestes também giram em torno do Sol e possuem um núcleo com alguns quilômetros de comprimento. Há muitos materiais concentrados nesse núcleo.
Cometa Encke perde sua cauda
Circulando pelo espaço sideral, os cometas podem aproximar-se ou distanciar-se do Sol. Quando passam perto do Sol, a temperatura do núcleo aumenta. A radiação solar provoca evaporação e faz os materiais do núcleo esguicharem, formando a cabeça do cometa, também chamada coma, e a cauda. A cauda de alguns cometas chega a ter milhões de quilômetros.
Há registros de 3000 anos que fazem referências a cometas. A humanidade sempre acompanhou curiosa a passagem desses corpos celestes pela Terra. Ao longo da História, os cometas foram considerados presságios, quase sempre de má sorte. Às vezes podem ser vistos a olho nu quando se aproximam do nosso planeta. Aparecem de tempo em tempo e têm brilho destacado entre as estrelas. Atualmente são conhecidos mais de setecentos cometas. O mais famoso é o Halley, que cruza o nosso céu a cada 76 anos.
Em 1784, cinco anos antes da Revolução Francesa, e da Inconfidência Mineira e 14 anos antes da Conjuração Baiana, o menino Bernadino da Motta Botelho, filho do vaqueiro Joaquim da Mota Botelho, encontrou uma pedra de superfície lisa e escura, diferente de todas as demais. A pedra chamou-o a atenção próximo ao riacho do Bendegó, então município de Monte Santo.


A chegada do meteorito à estação ferroviária de Jacurici, após 126 dias de penosa marcha pela caatinga baiana, mereceu outro marco comemorativo que se chamou Barão de Guahy, em uma justa homenagem ao homem que patrocinou a expedição. Esse marco assinala também o local do embarque do Bendegó, de trem, que após percorrer 363 km, chegou a Salvador em 22 de maio de 1888. A comissão mandou lavrar um termo de sua inauguração, que foi colocado em suas fundações dentro de uma caixa de ferro.
O meteorito ficou em exposição em Salvador durante 5 dias, e em 1º de Junho embarcou no vapor “Arlindo”, seguindo para Recife e, posteriormente, para o Rio de Janeiro, onde chegou no dia 15, sendo recebido pela Princesa Isabel e entregue ao Arsenal de Marinha da Corte.
Nas oficinas do Arsenal de Marinha foram feitos os cortes indispensáveis para o estudo da “pedra”, bem como para a obtenção de materiais que foram doados e permutados com diversos museus do Brasil e do mundo. Confeccionou-se, também, uma réplica do meteorito em madeira, que o governo brasileiro fez figurar na Exposição Universal de 1889. Este modelo hoje se encontra no Museu de História Natural de Paris.
Concluído o trabalho, o meteorito foi transportado a 27 de Novembro de 1888 para o Museu Nacional, nessa época situado no Campo de Sant’Anna.

Fonte: http://www.uefs.br/antares/


