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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Foto inédita mostra gases deixando conglomerado de galáxias

A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou nesta segunda-feira uma foto feita pelo observatório espacial Herschel que mostra o momento em que nuvens de gases moleculares se expandem no interior de um conglomerado de galáxias.

A imagem é considerada um feito e tanto pelos astrônomos já que a velocidade do fenômeno é de mais de mil quilômetros por segundo, o que a torna difícil de ser captada. Segundo a ESA, isso equivaleria a ser dez mil vezes mais rápido do que um furacão no planeta Terra.

A boa notícia é que esta é a primeira vez que se tem uma foto dessas expansões que ocorrem no espaço. Acredita-se que as estrelas são formadas a partir desses gases moleculares.

A má notícia é que essas expansões, se muito potentes, carregam boa parte da matéria-prima utilizada na formação de estrelas. Ou seja, podem até interferir negativamente na sua criação.

Foto mostra gases moleculares em expansão; acredita-se que as estrelas se formam a partir desses gases

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/913183-foto-inedita-mostra-gases-deixando-conglomerado-de-galaxias.shtml


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os Mistérios de Plutão


Em fevereiro de 1930 houve a descoberta de Plutão (que mede 2300 quilômetros de diâmetro), tal descoberta foi feita por Clyde Tombaugh que na época tinha apenas 24 anos de idade. O jovem conseguiu fazer uma fotografia de Plutão assim comprovando sua existência.

Tentando explicar mais satisfatoriamente as perturbações observadas com Urano, e ainda com Netuno, é que Percival Lowel (1855-1916) e W. H. Pickering (1858-1938) começaram a desenvolver trabalhos detalhados, procurando descobrir outro planeta além de Netuno. Quatorze anos após a morte de Lowell, este novo planeta foi descoberto por seu auxiliar, o então jovem astrônomo Clyde Tombaugh, através de fotografias obtidas com o Telescópio do Observatório Lowell, no Arizona, E.U.A. Muitos dados acerca de Plutão são ainda incertos devido à sua extraordinária distância ao Sol e à Terra. Sua órbita possui alta excentricidade (0,25º), bem como um grande inclinação em relação ao plano da órbita da Terra (17,1º). Devido à sua órbita ser muito excêntrica, Plutão, quando próximo ao periélio (O ponto de menor afastamento de um astro do sistema solar no seu movimento de translação em torno do Sol), encontra-se mais próximo do Sol do que o planeta Netuno.

Pluto animiert.gif
Plutão

Em 1978, foi descoberto em satélite de Plutão, através de fotografias obtidas no Observatório Naval do Arizona e, posteriormente, através de telescópio de 4m do Observatório de Cerro Tololo, no Chile. O Satélite recebeu a denominação de Charon. Seu diâmetro é estimado em 1.200 km, e seu período orbital em 6,39 dias, estando a 19.000km de distância de Plutão. A descoberta desse satélite permitiu o cálculo de massa de Plutão, que se estimava ser muito maior. O valor estimado atualmente para sua massa é da ordem, aproximadamente, de 0,002 massas terrestres, sendo seu diâmetro da ordem de 2.200km. Duas luas de Plutão adicionais foram fotografadas pelo Telescópio Espacial Hubble em 15 de maio de 2005, que receberam as designações provisórias S/2005 P 1 e S/2005 P 2. A União Astronômica Internacional (UAI) nomeou oficialmente essas luas de Nix e Hidra em 21 de julho de 2006. Observações continuam em andamento para definir características destas luas. Essas pequenas luas orbitam Plutão a aproximadamente duas e três vezes, respectivamente, a distância de Plutão a Caronte: Nix a 48 700 km e Hidra a 64 800 km do baricentro do sistema. Elas têm órbitas prógradas (o sentido de rotação do Sol é o mesmo da translação dos planetas) quase circulares que estão no mesmo plano orbital de Caronte (Charon) e estão bem perto de uma ressonância orbital 4:1 e 6:1 com Caronte.




Em 2006, a UAI (União Astronômica Internacional) rebaixou Plutão para ex-planeta, tornando-se um planeta anão. O segundo maior planeta anão do Sistema Solar e o décimo maior objeto observado diretamente orbitando o Sol. Plutão, como o segundo maior planeta anão do Sistema Sola, perde para Éris. Por incrível que pareça, houve manifestações de pessoas nos EUA e em outras localidades da Terra, para que não rebaixassem Plutão. Mas isto não é uma questão de decisões, e sim de fatos. Somos muito pequenos, ainda, para desvendar “verdades” nesta imensidão de informações, incompletas, do nosso Universo.

Astrônomos e cientistas continuam suas pesquisas árduas para desvendar os mistérios de Plutão. Com definições ainda incertas, pois cada novo descobrimento é um novo conceito que damos ao nosso Plutão. Ainda hoje não se sabe exatamente as características físicas de Plutão, pois ele ainda não recebeu a visita de uma nave espacial, já que sua distância da Terra dificulta bastante tal visita.

Protesto de Plutão, com os protestantes contra a reclassificação de Plutão à esquerda e os a favor da reclassificação à direita.


Charon ou Caronte ? Veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caronte_(sat%C3%A9lite)

Assistam o documentário sobre Plutão:

Referências:
FARIA, Romildo Póvoa (org.). Fundamentos de Astronomia. 3ª ed. Campinas, SP: papirus, 1987.

Internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%A3o - acesso em 04/02/2011

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Os Mistérios do Universo

Uma consequencia imediata da Lei de Hubble é que, se o Universo está se expandindo, ele deve ter sido menor no passado. Consequentemente, já que a expansão do Universo é uma expansão do espaço. Sabemos que as galáxias são “carregadas” pela expansão, como rolhas flutuando num rio. E é justamente essa expansão, que servio de base para a teoria da relatividade de Einstein, que já foi discutido em nosso Blog (leiam a matéria:
http://hugoleonardohistoriador.blogspot.com/2010/02/os-mitos-da-expansao-do-universo.html) e que não podemos concluir teorias sobre o Universo. De fato, se pudéssemos visualizar a evolução do Universo como um filme que podemos passar de trás para frente ou vice-versa (algo que falamos várias vezes neste Blog), passando o filme para trás, obrigatoriamente encontraríamos um instante no passado no qual as galáxias estariam agrupadas em uma região muito pequena do espaço.

Temos a lembrança do que dizia o nosso professor de Física, no ensino médio, que tudo veio de uma explosão e que tudo que existe consistia numa bolinha do tamanho de uma ervilha. São essas e outras que transforma o Universo no maior mistério do ser humano: como podemos, e se é possível, viajar no tempo? Será mesmo que haverá a extinção dos seres humanos, através de meteoros? Para onde foi a anti-matéria, e o que é a anti-matéria? Será que existem mesmo os chamados “buracos de minhocas” no Universo (vejam sobre os buracos de minhocas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco-de-minhoca )?.

Várias ideias foram propostas na tentativa de dar algum fundamento nesses “obstáculos” e dúvidas da humanidade. Infelizmente, até o momento, essas ideias prometeram mais do que cumpriram. Enormes barreiras conceituais e matemáticas devem ser vencidas, tornando essas dúvidas extremamente complicadas. Alguns dos físicos teóricos mais brilhantes do mundo estão neste momento tentando sobrepujar os vários questionamentos; mas, ainda estamos longe de compreender a natureza dos fenômenos físicos do Universo que tomaram parte na vizinhança da singularidade.
Assistam ao vídeo sobre os Mistérios do Universo:

GLEISER, Marcelo. A Dança do Universo: dos Mitos de Criação ao Big Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os Mitos da Expansão do Universo



A expansão do espaço é conceitualmente diferente de outros tipos de expansões e explosões que são vistas na natureza. Nossa compreensão do "cenário do Universo" (o espaço-tempo) necessita que o espaço, o tempo e a distância não sejam absolutos, senão que são obtidos a partir de uma métrica que pode modificar-se. Na métrica de expansão do espaço, mais que objetos num espaço fixo distribuindo-se até o vazio, é o espaço que contém os objetos e que está modificando-se propriamente falando. É como se os objetos não se movessem por si mesmos, é o espaço que está "crescendo" de alguma maneira entre eles.

Se o universo está se expandindo, será que ele teve uma origem? Será que ele terá um fim? Qual sua idade? Qual é o seu tamanho? Será que seremos vítimas de um cataclismo cósmico de dimensões inimagináveis? Será que podemos compreender o “início”? Examinamos questões semelhantes quando discutimos sobre os mitos de criação. Embora as questões sejam as mesmas, os cientistas irão tentar respondê-las de formas muito diversas das dos feiticeiros ou sacerdotes de diferentes religiões. É importante que tenhamos em mente as diferenças fundamentais entre um enfoque religioso e um enfoque científico das questões cosmológicas. A linguagem é diferente, os símbolos são diferentes. As teorias cientificas têm sempre de ser testadas por experimentos, ao contrário da relativa liberdade dos criadores de mitos; mas as questões são as mesmas, isso não podemos negar.


Não podemos negar que há limitações nas respostas científicas em algumas ocasiões. Em particular, quando lidamos com a questão da “Criação”, nossa própria criatividade, cientifica ou não, colide com uma parede de concreto, e somos obrigados a nos recordar das palavras de Platão, para quem “todo conhecimento é apenas esquecimento”. Os cientistas que trabalham nessa área, relativamente livres das imposições de dados experimentais, modelam o desconhecido com não muito mais do que consistência lógica e princípios físicos gerais como guias enquanto os criadores de mitos tentam inventar imagens daquilo que não tem imagem. Percebemos isso nas diversas religiões, em diversas épocas de nossa história:

EGITO: A terra surgiu do Nilo:
Havia no Egito Antigo vários mitos sobre a criação, contam-se pelo menos 10
divindades criadoras.

Antes de todas as coisas não havia se não trevas e “água primordial”, o Nun (oceano à semelhança do Nilo que continha todos os germes da vida).

Surgiu o senhor todo-poderoso Atum, que se criou a si próprio a partir do Num, por ter pronunciado o seu próprio nome, depois teve 2 gêmeos, um filho Chu (que representava o ar seco) e uma filha Tefnut (ar húmido). Estes separaram o céu das águas e geraram Geb – a terra seca e Nut – o céu.


GRÉCIA: A união do Céu e da Terra

Para os Gregos, o início da criação era o Caos, e este gerou Érebo (a parte mais
profunda dos infernos) e Nyx (a noite). Estes fizeram nascer Éter (o ar) e Hémera (o dia).

Depois Gaia (terra) tornou-se a base em que todas as vidas têm a sua origem. Úrano (céu) casou-se com Gaia (terra). Todas as criaturas provêm desta união do céu e da terra (titãs, deuses, homens).

Criação Bíblica

1º Dia – “Deus criou o Céu e a Terra”

2º Dia – “Deus fez o firmamento e separou umas águas das outras e chamou firmamento de Céu”

3º Dia – Houve a Terra e os Mares

4º Dia – Deus separou os dias e as noites

5º Dia – Surgem peixes e aves

6º Dia – Surgem outros animais. Deus cria o Homem

7º Dia – “Deus descansou”
Teoria do BIG BANG

Teoria mais aceita sobre a origem do Universo, segundo ela o Universo teria nascido a partir de uma concentração de matéria e energia extremamente densa e quente.

Nesse momento, ocorre uma explosão, o chamado Big Bang, que desencadeia a expansão do Universo, depois a matéria arrefece (perde energia) e passados um bilhão de anos, a matéria agrega-se para formar as primeiras galáxias.

Poderíamos continuar aqui a expor mais e mais teorias de mitos da criação, mas a nossa discussão é outra, só o fiz para figurar os diversos mitos da criação, que se encontram nas religiões e povos antepassados.

Os resultados revelam uma belíssima, mesmo que limitada, universalidade do pensamento humano em questões pertinentes à natureza do “Absoluto”, como ele se tornou relativo, como o “Um” tornou-se muitos. Modelos científicos de criação, ou modelos cosmogônicos, necessariamente repetem certas ideias presentes nos mitos de criação: ou o Universo existiu para sempre, ou ele apareceu num determinado momento do passado, a partir do Caos ou a partir do Nada, ou, quem sabe, é desde criado e destruído numa dança de fogo e gelo. Existe apenas um número finito de respostas possíveis, que foram visitadas independentemente pela imaginação científica e pela religiosa. Talvez ainda mais importante do que as respostas sejam as perguntas, que revelam tão claramente o que significa ser humano. Conforme escreveu Milan Kundera no seu romance A Insustentável Leveza do Ser:

De Fato, as únicas questões realmente sérias são aquelas que até uma criança pode formular. Apenas as questões mais inocentes são realmente sérias. Elas são as questões sem resposta. Uma questão sem resposta é uma barreira intransponível. Em outras palavras, são as questões sem resposta que definem as limitações das possibilidades humanas, que descrevem as fronteiras da existência humana.

Assistam o vídeo que conta um pouco da História Limitada do Universo:



Fontes:

GLEISER, Marcelo. A Dança do Universo: dos Mitos de Criação ao Big Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

GUIA, Liliana. Mitos Sobre a Criação do Mundo. http://www.notapositiva.com / acesso em 23/02/2010.

KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Londres: Faber and Faber, 1984.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Discos voadores nos céus da Grã-Bretanha


Em março de 1997, um morador de Birmingham, na Grã-Bretanha, chegou em casa do trabalho às 4h da madrugada e foi surpreendido por uma estranha nave azul e triangular pairando sobre o quintal da residência. Depois de três minutos, o objeto desapareceu rapidamente no céu, deixando para trás, na copa das árvores, uma substância branca. No mesmo ano, em janeiro, outro britânico dirigia à noite no País de Gales quando viu um “tubo de luz” descendo do céu em sua direção. Ao sair do carro, o homem foi cercado por uma luz estranha e começou a se sentir mal. Dias depois, passou a sofrer de um problema de pele. Histórias como essas, ao que tudo indica fantasiosas, constam de um calhamaço de mais de 6 mil páginas de documentos sobre supostos casos envolvendo Objetos Voadores Não Identificados (Ovnis), os populares discos voadores (ou UFOs, como são chamados em inglês). Divulgado ontem pelo Ministério da Defesa e pelos Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha, o material engloba relatos de 1994 a 2000 e é o quinto volume de uma série que está sendo liberada ao público aos poucos. Entre outras curiosidades, os documentos mostram como as descrições sobre Ovnis mudaram com o tempo, adequando-se à visão da época sobre como seria a tecnologia do futuro. Nos anos 40 e 50, os UFOs dos relatos tendiam a ser em forma de disco. Nos documentos divulgados ontem, são em grande parte pretos e triangulares, como os bombardeiros americanos invisíveis ao radar.





NO BRASIL

No Brasil, os Ovnis possuem um episódio bastante conhecido, registrado logo após o fim da Ditadura Militar. No dia 19 de maio de 1986, cerca de 21 objetos voadores não-identificados sobrevoaram o espaço aéreo brasileiro, sendo detectado por várias estações de radares, incluindo diversos aeroportos e o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), em Brasília. Três caças Mirage e dois caças F-5 que decolaram para interceptar os Ovnis também fizeram contato visual com os objetos. O caso sacudiu o país e gerou uma declaração formal dos militares brasileiros, que reconheceram pela primeira vez na História do Brasil os desconhecidos objetos voadores. Misturando-se com crenças, com o imaginário popular e até mesmo com a política.
[Nunca podemos duvidar do que se passa no céu, no espaço. O Universo tem segredos que o homem não consegue desvendar, mas pensem bem: Fim da Ditadura Militar, os militares declaram que viram Ovnis no céu do Brasil, isto me parece muito suspeito.
Bom, fica a imprensão, como as tantas vezes que os militares depuseram para o povo que o Brasil estava sendo invadido por Comunistas, para que o povo desse confiança, outra vez, aos militares como ocorreu em 1964. Nota do Prof. Hugo Leonardo]
Assim são os relatos dos discos voadores ao longo da história. E, verdade ou mentira, segue alguns vídeos relacionado ao texto:

19 Maio de 1986 - Visita oficial dos OVNI's ao Brasil:



Guerra dos Mundos - Orson Welles


Fontes:



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Atividade solar pode interferir comunicações na Terra até 2012, dizem cientistas


A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.

Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.

Imagem da Nasa de janeiro mostra labaredas solares (foto: cortesia Nasa / Missão Trace)


A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.

Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.

'Maluco'

"Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade", afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.

"O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais", explica Couper.

"Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá", diz a astrônoma.

Sem explicações

Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.

Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.

Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.

A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado, ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.

ATIVIDADES SOLAR


A atividade do Sol não é constante. Isto pode ser constatado pela observação dos diversos fenômenos que nele ocorrem e já descritos anteriormente. Observa-se uma periodocidade da ordem de 11 anos na atividade solar. Quando esta alcança um máximo, diz-se que é época do "Sol Ativo" e quando a atividade é mínima, o Sol é denominado "Sol Calmo". O número de manchas solares observadas na fotosfera (é a "superfície" do Sol, entendendo-se por superfície a região do sol possível de ser observada diretamente com o olho humano. Sua espessura é de aproximadamente 300 km, e encontra-se a uma temperatura de 5.500ºC.) é um dos principais indicadores da atividade do Sol. (FARIA, 1987, p. 113)


Fontes:

BBC - Brasil
FARIA, Romildo Póvoa (org.). Fundamentos de Astronomia. 3ª ed. Campinas, SP: papirus, 1987.

domingo, 16 de agosto de 2009

Astronomia versus Astrologia



O movimento dos astros influencia nosso dia-a-dia?






Há alguma evidência científi ca de que os astros podem revelar aspectos ocultos de nossa personalidade ou infl uenciar nosso comportamento, cotidiano e destino? A astrologia pode ser considerada uma ciência, no sentido moderno dessa palavra? É possível testar, sob condições controladas, as previsões feitas por horóscopos e mapas astrais? Se sim, o que dizem os resultados desses experimentos? Essas são algumas das perguntas que um astrônomo se propõe a responder neste artigo, que faz parte da série ‘Ano Internacional da Astronomia’.









O ato de olhar o céu e buscar simbolismos e associações é algo intrínseco ao ser humano e ocorre há milênios. Essa busca vem do tempo em que pouco se conhecia sobre o comportamento da natureza e no qual o animismo era uma tentativa de compreender e domesticar o desconhecido. Muitas culturas antigas têm registros sistemáticos da esfera celeste que remontam a 2 mil anos antes da era cristã. Desde essa época, padrões de repetição de movimento e agrupamento de astros já eram conhecidos, levando à separação entre estrelas e planetas (‘astros errantes’) – na época, eram conhecidos apenas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.A ideia de constelações também surgiu naturalmente, sendo que a idealização do que era ‘visto’ no agrupamento de estrelas sempre sofreu uma forte influência da mitologia local. Porém, ainda hoje, um fato acontece com vários de nós, astrônomos profissionais ou amadores: basta comentar sobre nossa profissão ou interesse pelos céus e rapidamente vem a pergunta: “E se eu te disser que sou Sagitário com ascendente em Touro?” É surpreendente que, mesmo neste início de século, um número enorme de pessoas ainda leva a sério uma crença que remonta a mais de dois milênios: a de que os astros influenciam o cotidiano, o comportamento e o destino das pessoas.






Sem status científico






Astronomia e astrologia são palavras derivadas do grego. Nessa língua, astron significa ‘estrela’ e o sufixo nomos (escrito, em português, como ‘nomia’), ‘regra’ ou ‘lei’. A astronomia é a ciência que trata da constituição, posição relativa, movimento e, mais recentemente, dos processos físicos que ocorrem nos astros (neste último caso, sendo denominada a ciência moderna não entende o que eles dizem e que, mesmo sob teste, a astrologia será sempre avaliada segundo os paradigmas científicos, desconsiderando outras formas de testes e de pensamento.Nossa ênfase neste artigo será a astrologia sob o ponto de vista da ciência, mas vamos aqui, ainda que brevemente, explicar as características básicas da astronomia. Esta é baseada em leis conhecidas da física, sendo que os resultados obtidos com base nessas leis deverão ser os mesmos para qualquer pessoa que conheça os métodos empregados no experimento, bem como as leis em questão. O estudo de astros distantes também é feito com base na radiação eletromagnética emitida por esses corpos celestes, incluindo ondas de rádio, micro-ondas, ultravioleta, raios X e raios gama. Isso permite não só a reconstrução dos processos físicos que produzem essa radiação, mas também o estudo da estrutura e do estado evolutivo do astro.Críticos da astrologia – incluindo a própria comunidade científica –, consideram-na uma forma de pseudociência ou superstição, devido à sua incapacidade de demonstrar o que afirma, o que até agora tem sido corroborado em grande número de estudos científicos controlados. Por sua vez, astrólogos contestam testes propostos pela ciência para validar a astrologia nesse sentido. E, quando não se recusam a participar deles, rejeitam seus resultados, apesar de estes serem baseados em testes estatísticos e em leis da natureza amplamente validadas. Portanto, como a astrologia não se enquadra no paradigma do que é entendido como ciência, ela perde o direito de reivindicar esse status quando lhe é conveniente.




Doze ‘filósofos pagãos’ e suas conjunções interplanetárias, ilustração de um antigo manuscrito sobre astrologia.



Breve histórico


A observação e nomenclatura dos céus, adotadas até hoje pela civilização ocidental, remontam aos babilônios, egípcios, gregos e romanos. Pode-se dizer que a primeira grande sistematização do estudo dos céus com fins astrológicos está em Tetrabiblos, texto escrito pelo astrônomo greco-egípcio Claudius Ptolomeu, que viveu no século 2 a.C.. Essa obra, dividida em quatro livros, sistematiza e propõe explicações para o modelo geocêntrico (aquele em que a Terra é o centro do universo), defendendo-o com hipóteses que duraram cerca de 1,5 mil anos – vale ressaltar que o modelo geocêntrico é a base do princípio astrológico.Tetrabiblos é também um tratado de astrologia, talvez o mais importante da Antiguidade. Seu ‘Livro I’ afirma que as influências dos corpos celestes são inteiramente físicas e, nos ‘Livros III’ e ‘IV’, descreve como os céus interferem nas atividades humanas