A Lua - Terreno fértil para criação de conjuturas.
Mais uma vez falarei um pouco do nosso satélite natural. Responsável por diversos fenômenos no mar e lagos, a Lua é possuidora de diversas curiosidades que poderiam, e pode, se tornar filmes de Ficção científica. Como é caso do lado escuro da Lua, muita gente desconhece, mas existe uma face lunar que não é vista na terra. Isto ocorre porque a movimento de rotação em seu eixo e de translação acontece ao mesmo tempo.
O tempo que a Lua leva para dar uma volta ao redor de seu eixo é o mesmo que demora a dar uma volta completa em torno da Terra. Com isso, a parte da superfície da Lua voltada para a Terra é sempre a mesma. É a chamada órbita síncrona. Contudo, sabe-se que toda a superfície da Lua recebe iluminação do Sol, em períodos distintos, sendo que seu chamado lado escuro recebe luz durante a fase da lua nova.
Astronomia lunar: o lado oculto da Lua. A grande bacia mostrada é a Cratera Daedalus. Ela cobre cerca de 93 quilômetros e foi fotografada pela tripulação da Apollo 11 enquanto circundavam a Lua em 1969.
A Lua fica totalmente escura apenas em períodos de eclipse total lunar, quando a sombra da Terra impede que os raios solares iluminem o satélite. Coloca-se, desta maneira, que a Lua na verdade é toda escura, uma vez que não tem luz própria. Toda face iluminada se deve à luz solar. O lado escuro é, na verdade, um lado não visível da Lua, observando da superfície terrestre.
Fontes:
MONROE, Camila. Os Movimentos da Lua. Revista Nova Escola. Nº 246, Out. 2011.
Estudante, ao lado do professor orientador Guilherme Pereira, está entre os 100 melhores para passar na seleção - Foto: Divulgação
Pernambuco terá uma representante na seleção que definirá a equipe brasileira a participar da Olímpiada Internacional de Astronomia: a estudante do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Larissa Fernandes de Aquino. A jovem de 16 anos cursa o 3º período de Segurança do Trabalho no campus de Recife e já conquistou medalha de ouro na 14ª Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), realizada em maio deste ano.
Em janeiro de 2012, Larissa participará de um treinamento promovido pela organização da OBA, onde se preparará para as avaliações do evento mundial, em março. A expectativa é grande, já que a possível participação da estudante pernambucana é de porte internacional.
Esta não é a primeira vez que a instituição tem destaques em premiações da OBA, que tem como objetivo incentivar estudantes a participarem do estudo do Universo e das tecnologias na área. Na edição de 2010, o IFPE colecionou uma medalha de prata e seis de bronze. Já neste ano, além da medalha de ouro para Larissa, trouxe para casa mais outra medalha de ouro, pelo estudante Lucas Geraldo Cilento e oito medalhas de bronze. A entrega das medalhas aos estudantes da Instituição, vencedores na OBA, acontecerá no próximo dia 1º, a partir das 10h, nas dependências da Coordenação de Física.
ESTUDOS - O Núcleo de Astronomia do IFPE não restringe as atividades apenas à participações em torneios como a OBA. Até o final deste ano, será inaugurada uma sala exclusiva para estudos na área, com espaço para realização de curso e observações por meio de telescópios e lunetas.
Foto 1 de 12 - O Observatório Real britânico, em Greenwich, abriu uma exposição com as imagens premiadas em seu concurso Fotógrafo de Astronomia de 2011. Esta foi a campeã da categoria "Nosso Sistema Solar": Júpiter com Io e Ganímedes BBC/Damian Peach
O Observatório Real britânico, em Greenwich, abriu uma exposição com as imagens premiadas em seu concurso Fotógrafo de Astronomia de 2011.
O concurso tem quatro categorias principais - Terra e Espaço, Nosso Sistema Solar, Espaço Profundo e Jovem Fotógrafo de Astronomia -, além de prêmios especiais.
Neste ano, o astrônomo amador Damian Peach se tornou o primeiro britânico a vencer o concurso geral, com uma foto que mostra com detalhes o planeta Júpiter circundado por duas de suas 64 luas conhecidas, Io e Ganímedes.
"Havia tantas imagens lindas este ano, mas para mim esta realmente se destaca. Parece uma foto do telescópio Hubble", disse o astrônomo do Observatório Real, Marek Kukula, um dos juízes do concurso.
"O detalhe nas nuvens e tempestades de Júpiter é incrível, e o fotógrafo também conseguiu capturar detalhes em duas das luas planetárias de Júpiter, o que é extraordinário para uma imagem feita a partir do chão. Uma foto incrível." Mais de 700 trabalhos foram inscritos para a terceira edição do concurso. Os premiados nas categorias são da Turquia, Itália, Índia, Austrália e Estados Unidos.
"O nível da competição neste ano foi de primeira classe, como sempre", disse Patrick Moore, editor da revista The Sky at Night, que co-organiza o concurso.
A exposição no Observatório Real, em Greenwich, Londres, fica em cartaz até o dia 5 de fevereiro de 2012.
Este planeta sempre me intrigou. Como um planeta sobrevive muito próximo ao Sol? São questões que eu levanto para que o leitor deste Blog desperte a curiosidade, que eu sempre tive, por este planeta. Boa leitura. (nota do Prof. Hugo Leonardo)
Este é o planeta que se encontra mais próximo do Sol. Em virtude disto, é visível sempre próximo ao horizonte leste, antes do nascer do Sol, ou acima do horizonte oeste, depois do pôr do Sol. Sua elongação máxima é de aproximadamente 28º e, por isto, é de difícil observação. Esse planeta possui uma órbita de grande excentricidade, do que resulta uma variação significativa de sua distância afélica é igual a 69.700.000 Km. Também inclinação da órbita de Mercúrio é bastante grande, sendo somente superada, como ocorre com a excentricidade, por aquela observada para o planeta Plutão. Por se encontrar entre a Terra e o Sol, Mercúrio apresenta fases semelhantes àquelas observadas com a Lua. As fases de Quarto-crescente e de Quarto-minguante ocorrem quando este se encontra em máxima elongação. Outro fenômeno que às vezes ocorre em Mercúrio, por ser este um planeta interior, é o denominado transito. O transito consiste na passagem do planeta na frente do disco solar, quando este se encontra em um dos nodos de sua órbita e exatamente entre a Terra e o Sol.
Trânsito de Mercúrio sobre o disco solar em 08/11/2006.
Mercúrio aparece na forma de um ponto relativamente próximo ao centro do disco solar, em 8 de novembro de 2006.
Em cada século ocorrem cerca de 15 trânsitos de Mercúrio. No fenômeno, Mercúrio é visto como um pequeno ponto escuro movendo-se pelo disco solar. O dia 8 de novembro de 2006 foi o último no qual o trânsito foi observado. O próximo ocorrerá apenas em 2016.
Em 1962, través de observações efetuadas com radar, verificou-se que Mercúrio possui um movimento de rotação cujo período é de aproximadamente 59 dias. Devido à dificuldade de se observar este planeta, foi lançada em sua direção a sonda espacial Mariner 10, que passou em suas proximidades em 1974. Com uma atmosferas constituída, principalmente, por Hidrogênio e Hélio. Sua superfície é formada por rochas pulverizadas e por uma grande porcentagem de seixos e silicatos, com muitas crateras semelhantes às da Lua. A temperatura em Mercúrio varia de 550ºC acima de zero a 180ºC abaixo de zero na sua região equatorial.
(Marine 10)
Representação da estrutura interna de Mercúrio:
1. Crosta—100–300 km de espessura
2. Manto—600 km de espessura
3. Núcleo—1,800 km de raio.
Assistam a um documentário sobre Mercúrio e Vênus:
Com a evolução da Ciência foi possível fazer coisas que o homem duvidava há pouco menos de um século. Conhecer possibilidades de estudar o Universo, nos leva a sensação de que podemos chegar longe, viajando pelo cosmo, através de ondas elestromagnéticas.
Logo após o fim da primeira Guerra Mundial se difundiu o uso do rádio em escala comercial. Durante a década de 1920 houve uma verdadeira explosão do número de estações de rádio, tornando necessário o maior conhecimento das condições de propagação das ondas de rádio e de seu raio de ação.
Em 1931, um engenheiro da companhia Bell realizava ensaios de antenas e de propagação das ondas, quando um estranho ruído foi captado por seu receptor. Esse engenheiro, Karl G. Janski percebeu que a recepção tonava-se mais intensa quando as antenas de seu receptor eram apontadas para determinado ponto do céu. Com a publicação, em 1933, dos fatos descobertos por Janski, fizeram-se muitas outras investigações que evidenciaram a existência de ondas de rádio vindas de diferentes direções do céu. Nascia assim a Radioastronomia, uma nova área da Astronomia que viria a aumentar enormemente as possibilidades de o homem receber informações obtidas até então vinham através da luz, através de instrumentos óticos.
Karl G. Janski
Sabemos que a luz visível representa uma pequena faixa das radiações eletromagnéticas que têm propriedades semelhantes; como se a luz representasse apenas uma “oitava” num grande teclado de muitas “oitavas”, tanto mais “graves” (de menor frequência) como mais “agudas” (de maior frequência). Nosso ouvido é receptivo (percebe) a muitas oitavas (7 ou 8 no teclado do piano). Nossos olhos, no entanto, só discriminam uma “oitava”, do vermelho ao violeta. As luzes mais “graves” ou de menor frequência que o vermelho (infravermelho), não são percebidas pelo olho humano. O mesmo acontece com as luzes mais “agudas” que o violeta (ultravioleta). As ondas de rádio são ondas da mesma natureza da luz, porém mais “graves”. As ondas de raio X também, só que mais “aguda”.
Eletromagnetismo
A radioastronomia veio então alargar a “fenda” através da qual recebíamos informações do Universo. Agora, com a radioastronomia, recebemos muito mais “graves” e “agudos” nos sinais vindos do Universo. Muitos dos corpos visíveis, isto é, que emitem luz própria ou refletida, emitem também ondas de rádio. Tal é o caso do Sol e o de Júpiter. Muitas outras fontes de radioemissão têm sido detectadas em regiões do céu em que não se vê nada, mesmo através dos maiores telescópio ótico.
Mais recentemente, a radioastronomia tem fornecido informações extremamente curiosas sobre a existência e possível velocidade de afastamento de corpos que parecem estar muito além do alcance de qualquer aparelho ótico. Os radiotelescópios têm feito avançar os horizontes das Astronomia para limites que não podiam ser imaginados há poucas décadas. Alguns desses aparelhos, como o imenso paraboloide de ferro de Jodrell Bank na Inglaterra, são imensas conchas, móveis para diferentes direções do céu. Outros são construídos de enormes fileiras de antenas horizontais, fixas no solo.
Em resumo: a moderna Astronomia tem nos seus novos horizontes um novo campo que poderia ser chamado de astronomia invisível: a radioastronomia.
Assistam a entrevista do Prof. Dr. Newton Figueiredo da Universidade federal de Itajubá:
Fontes:
CANIATO, Rodolpho. O que é Astronomia.
Sites:
http://www.astroimagem.com/nova_pagina_5.htm Acesso em 30/07/2011
http://pt.wikipedia.org/wiki/Radia%C3%A7%C3%A3o_eletromagn%C3%A9tica Acesso em 30/07/2011