terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma supernova desencadeou a formação do nosso Sistema Solar?

Onda de choque de uma estrela que explodiu há 4,5 bilhões de anos parece ter começado o colapso da nuvem molecular que formou o Sol e nossos vizinhos

por John Matson

Uma estrela morre, outra nasce. Os restos mortais das antigas se tornam parte das novas. Esse é o ciclo astronômico de vida, o motivo pelo qual as estrelas têm evoluído através dos tempos. Cada geração incorpora novos elementos sintetizados nas estrelas que vieram antes. Ao contrário das primeiras estrelas de hidrogênio e hélio, as estrelas de hoje contém elementos mais pesados que suas antecessoras, como carbono, ferro e oxigênio, aumentando assim a taxa de metalicidade.

Além de produzir muitos dos elementos que compõem nosso planeta e nossos corpos, o ciclo estelar de nascimento e morte parece ter estimulado a formação de nosso Sistema Solar há cerca de 4,5 bilhões de anos. De acordo com novo modelo descrito em estudo na edição de 1 de julho do
Astrophysical Journal Letters, uma onda de choque de uma estrela massiva que explodiu provavelmente provocou o colapso da nuvem molecular que se tornaria o nosso Sol e planetas vizinhos

Pesquisadores localizaram as impressões digitais de radioisótopos de vida curta. Para estes serem incorporados no Sistema Solar primordial, deve ter ocorrido um cataclisma nas proximidades, algo como uma explosão estelar conhecida como supernova.

Alguns pesquisadores levantaram a hipótese de que os radioisótopos de curta duração podem ter chegado a uma onda de choque forte o suficiente para o colapso da nuvem pressolar, injetando assim material recém-sintetizado no sistema.

“Modelos anteriores não conseguiram liberar material suficiente para estimular o nascimento do Sistema Solar”, diz o co-autor Alan Boss, astrofísico teórico da Instituição Carnegie de Washington. Durante anos ele tentou resolver o mistério da formação do Sistema Solar.

Boss aplica a melhor tecnologia para descobrir a resposta, utilizando um sistema de modelagem tridimensional – processo que exige muito mais poder de computação, mas dá pistas para resolver melhor o mistério da formação do Sistema Solar de uma vez por todas. "A Mãe Natureza é a responsável", diz Boss. "Já sabemos quem é o criminoso, mas queremos saber como foi feito!”, brinca ele.

Fonte:

Assistam ao vídeo de uma simulação de Supernova:


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Os Mistérios do Universo

Uma consequencia imediata da Lei de Hubble é que, se o Universo está se expandindo, ele deve ter sido menor no passado. Consequentemente, já que a expansão do Universo é uma expansão do espaço. Sabemos que as galáxias são “carregadas” pela expansão, como rolhas flutuando num rio. E é justamente essa expansão, que servio de base para a teoria da relatividade de Einstein, que já foi discutido em nosso Blog (leiam a matéria:
http://hugoleonardohistoriador.blogspot.com/2010/02/os-mitos-da-expansao-do-universo.html) e que não podemos concluir teorias sobre o Universo. De fato, se pudéssemos visualizar a evolução do Universo como um filme que podemos passar de trás para frente ou vice-versa (algo que falamos várias vezes neste Blog), passando o filme para trás, obrigatoriamente encontraríamos um instante no passado no qual as galáxias estariam agrupadas em uma região muito pequena do espaço.

Temos a lembrança do que dizia o nosso professor de Física, no ensino médio, que tudo veio de uma explosão e que tudo que existe consistia numa bolinha do tamanho de uma ervilha. São essas e outras que transforma o Universo no maior mistério do ser humano: como podemos, e se é possível, viajar no tempo? Será mesmo que haverá a extinção dos seres humanos, através de meteoros? Para onde foi a anti-matéria, e o que é a anti-matéria? Será que existem mesmo os chamados “buracos de minhocas” no Universo (vejam sobre os buracos de minhocas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco-de-minhoca )?.

Várias ideias foram propostas na tentativa de dar algum fundamento nesses “obstáculos” e dúvidas da humanidade. Infelizmente, até o momento, essas ideias prometeram mais do que cumpriram. Enormes barreiras conceituais e matemáticas devem ser vencidas, tornando essas dúvidas extremamente complicadas. Alguns dos físicos teóricos mais brilhantes do mundo estão neste momento tentando sobrepujar os vários questionamentos; mas, ainda estamos longe de compreender a natureza dos fenômenos físicos do Universo que tomaram parte na vizinhança da singularidade.
Assistam ao vídeo sobre os Mistérios do Universo:

GLEISER, Marcelo. A Dança do Universo: dos Mitos de Criação ao Big Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

ASTRONOMIA NA GRÉCIA ANTIGA

Ptolomeu, o último grande astrônomo da escola grega, morreu por volta de 180 d.C., e durante séculos registaram-se poucos progressos.

Foi na Grécia Antiga que a maneira de encarar e interpretar os fenômenos naturais sofreu grande alteração, pois foi ali que o homem passou a desenvolver o conhecimento fundamentalmente em bases racionais.

A importância cultural dos gregos clássicos aparece marcantemente no desenvolvimento que deram à Matemática e à Astronomia. Herdaram dos mesopotâmicos e dos egípcios alguns conchecimentos que se resumiam a algumas regras rudimentares de matemática e na Astronomia, principalmente registros de observações feitas ao longo de séculos.
Tradicionalmente, a história da Astronomia grega tem início com Tales de Mileto (VI século a.C.) que, segundo informações do historiador Heródoto, teria previsto um eclípse do Sol, provavelmente no ano de 585 a.C.

Os Iônicos
Durante o século VI a.C., o comércio entre os vários Estados gregos cresceu em importância, e a ruiqueza gerada levou a uma melhoria das cidades e das condições de vida. O centro das atividades era em Mileto, uma cidade-estado situada na parte sul da Iônia, hoje a costa mediterrânea da Turquia. Foi em Mileto que a rimeira escola de filosofia pré-socrática floresceu. Sua origem marca o início da grande aventura intelectual que levaria, 2 mil anos depois, ao nascimento da ciência moderna.

Tales de Mileto

Natural de Mileto, na Jônia (Ásia Menor), Tales, em sua juventude, realizou viagens ao Oriente (Mesopotâmia e Egito), onde reuniu informações e conhecimentos destes povos. Segundo Aristóteles, Tales defendia a ideia de ser a água uma substância original formadora de todas as coisas. Muitos teoremas matemáticos lhe são atribuídos, mas pouco se conhece a seu respeito nem mesmo havendo certeza de ter deixado algum escrito.
Fonte:
FARIA, Romildo Póvoa (org.). Fundamentos de Astronomia. 3ª ed. Campinas, SP: papirus, 1987.
Assistam ao vídeo sobre Tales de Mileto:

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Astronautas concluem última caminhada espacial da última missão do Atlantis

O astronauta Michael Good trabalha do lado de fora da Estação Espacial Internacional. Nasa TV

Astronautas completaram a tarefa de instalar seis novas baterias na Estação Espacial Internacional (ISS). Este era a última grande tarefa da tripulação do ônibus espacial Atlantis, que realiza sua viagem final. A nave deve ser aposentada este ano, e a missão em curso é a última prevista.

A caminhada espacial desta sexta-feira (21/05/2010) foi a terceira e última. Três horas depois de saírem ao espaço, Garrett Reisman e Michael Good já haviam instalado as duas baterias que faltavam. Quatro já haviam sido colocadas na quarta-feira (19/05/2010).

Trocar as baterias originais da ISS, que já duravam dez anos, foi uma tarefa difícil. Havia parafusos a desatarraxar e apertar de novo, e as baterias são volumosas: caixas de 90 centímetros de largura, pesando 170 kg cada.

Com o fim dos voos de ônibus espaciais previsto para novembro e a vida útil da ISS prorrogada até 2020, a Nasa quer garantir que a base orbital tenha o máximo de insumos para o longo prazo, o que inclui baterias novas. As baterias de níquel-hidrogênio são carregadas pela luz do Sol e fornecem energia quando a ISS está no escuro. cada uma custa US$ 3,6 milhões.

Além da troca de baterias, os astronautas conectaram um novo cabo ao sistema de refrigeração da estação e realizaram outras tarefas.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Acelerador de partículas bate recorde

Cientistas conseguem fazer feixes de prótons viajarem a uma velocidade próxima à da
luz

Cientistas do maior colisor de partículas do mundo, o LHC, conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia de 7 TeV (tera ou trilhão de elétron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. A intenção é recriar as condições que teriam gerado o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo conhecido, há quase 14 bilhões de anos.

Em novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente, ainda chegando a 2,36 TeV, em 2009 –, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.

– Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV – disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, em francês), de Genebra, Suíça.

Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz (300 mil km/segundo). O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).

– Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade – comentou, entusiasmado, Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.

Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que os cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu num nanossegundo (bilionésima parte do segundo) depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.

O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008. O motivo da interrupção: superaquecimento em um cabo supercondutor.

Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.
Assistam ao Vídeo da experiência: