terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Qual foi a primeira civilização que se dedicou ao estudo do sistema solar?

Há referências a estudos de fenômenos astronômicos na China, na Índia e no Egito, mas não se sabe exatamente quando teve início a astronomia. Um pesquisador da UFPR fala sobre as observações dos astros feitas pelas civilizações antigas em resposta à dúvida de nossa leitora.
Publicado em 05/01/2010 Atualizado em 05/01/2010

Não se sabe exatamente quando a astronomia começou, mas existem referências a estudos de fenômenos astronômicos na China, na Índia e no Egito. Na cidade de Ur, às margens do rio Eufrates (em torno do qual surgiu a primeira civilização de que se tem notícia, há aproximadamente 3000 a.C.), os sumérios erigiram um zigurate (torre com várias plataformas) dedicado ao deus da Lua, Nanna, e à sua esposa, Ningal. Os babilônios conheciam seis astros importantes: Sol, Lua, Vênus, Mercúrio, Marte e Júpiter. Mas como, para eles, o sete era um número sagrado, deveria haver sete astros no céu, além das estrelas fixas. Eles fizeram observações até descobrir o planeta (‘estrela errante’) Saturno. Em todas as civilizações antigas, havia relações entre os astros e a religião.

Na civilização grega, surgiram problemas astronômicos que não haviam sido estudados por outros povos. Os gregos queriam saber o tamanho real do Sol; a que distâncias estariam o Sol e a Lua da Terra; qual o movimento dos planetas e a que distâncias estariam uns dos outros etc. Por volta de 250 a.C., Eratóstenes mediu indiretamente a circunferência da Terra. Aristarco de Samos (320-250 a.C.) tentou determinar a relação entre as distâncias da Terra à Lua e da Lua ao Sol. O coroamento da astronomia grega deu-se com o trabalho de Ptolomeu (85-165 d.C.). Em sua obra principal, o Almagesto, ele fornece uma grande quantidade de dados empíricos.

A grande influência dos gregos não é ter feito descobertas ou resolvido problemas astronômicos úteis nos dias de hoje, mas tê-los criado. Eles provocaram o início da grande aventura: explicações racionais para os fenômenos naturais, que, em pouco mais de dois milênios, transformariam a espécie humana mais radicalmente do que havia sido feito pela evolução nos 200 milênios anteriores. No prefácio do seu livro Sobre a revolução das esferas celestes, publicado em 1543, Nicolau Copérnico (1473-1543) cita Plutarco (45-125?) e outros autores gregos ao se referir à mobilidade da Terra em torno do Sol.

O zigurate de Ur, com aproximadamente 11 m. Construído entre 2113 e 2096 a.C., é o mais bem conservado dos zigurates da Mesopotâmia




Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2009/266/qual-foi-a-primeira-civilizacao-que-se-dedicou-ao-estudo-do-sistema-solar

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Igreja tentou restringir o conhecimento Astronômico


Durante a Idade Média, percebemos que o conhecimento andou perdido. A sabedoria do passado foi esquecida, condenada pela Igreja como paganismo, a raiz de todo mal, segundo a filosofia católica da época. Os conhecimentos Gregos e Romanos foram distorcidos e erroneamente interpretados, seja intencional ou não, por santo Agostinho.

Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Agostinho foi muito influenciado pelo neoplatonismo de Plotino. Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidente começou a se desintegrar, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (em um livro de mesmo nome), distinta da cidade material do homem. Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A igreja se identificou com o conceito de "Cidade de Deus" de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus.

Vivendo como um intelectual pagão, ele tomou uma concubina e se tornou um maniqueísta. Posteriormente se converteu para a Igreja Católica, se tornou um bispo, e se opôs às heresias, como a crença que as pessoas possuem a habilidade de escolher fazer um bem tão forte que poderia merecer a salvação sem receber a ajuda divina.


SANTO AGOSTINHO DE HIPONA


Para a Igreja as perguntas sobre a Astronomia ou cosmologia eram encontradas na Bíblia. “O Firmamento não é esférico, mas sim retangular”. Vejam o que diz no Livro de Isaías: “Deus estendeu o céus como uma cortina em forma de tenda”. Finalmente, a Terra é retangular ou circular como disco? Depende onde você for consultar na Bíblia.

O motivo pelo qual destas teorias católicas terem se propagados foram as divisões territoriais e da língua falada nos impérios, no século IV; quando inicia a decadência do império Romano, (Império do Oeste – com a língua latim e Oeste – Império Bizantino – com a língua grega), e as corrupções que enfraqueceu a “imponência” do império। Também, o império sofre grandes ataques dos bárbaros, as invasões bárbaras minaram as forças imperiais, já agonizantes, tomando pouco a pouco seus territórios e pondo fim ao Império Romano em 476 d. C.


Mapa da Invasão Bárbara


Em 324, Constantino, o Grande, imperador do Leste, converteu-se ao cristianismo. À medida que o Império Bizantino crescia em força, Constantino tentava retomar o Oeste do domínio das tribos germânicas, disseminando o cristianismo como a nova fé dos romanos e oferecendo apoio às várias comunidades cristãs espalhadas pela Europa. Mesmo depois da queda de Roma, o cristianismo e a Igreja sobreviveram orientados por santo Agostinho e o papa Gregório I (590-604).

Como todos já sabem, a igreja se tornou referência ideológica para a civilização que foi influênciada pelas suas ideias (devoções à religião como remédio para alma e contra os “rituais pagãos dos bárbaros”).

Buscando conter as chamadas ideias bárbaras, a igreja justificava que o barbarismo que corrompia o corpo era o mesmo que corrompia a mente; qualquer apropriação de informação através dos sentidos decerto só poderia levar à corrupção da alma. Os estudos da natureza, como a astronomia, foram considerados conhecimento “pagão”, capaz de derrubar a ideia cristã.
Neste ponto de vista, confesso que gostei, a Igreja dá total crédito e força, mesmo sem intenção, a Astronomia. Esta ideia de que a Astronomia corrompe a “pureza” do catolicismo, se encontra nas próprias palavras de santo Agostinho:

Agora menciono uma outra forma de tentação ainda mais variada e perigosa. Pois acima da tentação carnal, que se baseia nas delícias e prazeres sensuais – e cujos escravos, ao distanciarem-se de Vós, provocam sua própria destruição – existem também a tentação da mente, que, utilizando-se dos cinco sentidos, motivada por vaidade e curiosidade, realiza experimentos com o auxílio do corpo, em busca de conhecimento e sabedoria [...] Assim, os homens investigam os fenômenos da Natureza – aquela parte da natureza externa aos nossos corpos – mesmo que esse conhecimento não tenha nenhum valor para eles; eles estão interessados apenas na busca do conhecimento, puro e simples [...] Certamente os teatros não me atraem mais, nem tenho interesse em estudar os movimentos celestes”.

Assistam ao vídeo, Galileu versus Igreja, dividida em 10 partes:




O Julgamento de Galileu:


Fontes:

GLEISER, Marcelo. A Dança do Universo: dos Mitos de Criação ao Big Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

KOESTLER, Arthur. The sleepwalkers. Middlesex: Penguin, 1959.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nasa anuncia descoberta de grande quantidade de água na Lua


LOS ANGELES - Cientistas da Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de grande quantidade de água na Lua। A descoberta faz parte da missão "suicida" da sonda "LCROSS", que colidiu contra a superfície da Lua em outubro deste ano।
Nasa descobre grande quantidade de água na Lua em missão da sonda LCROSS

A sonda LCROSS viajou para a Lua durante três meses, carregada por um estágio do foguete Atlas chamado Centauro. Os dois artefatos foram lançados contra a cratera lunar Cabeus.
Centauro bateu contra Cabeus a uma velocidade de nove mil quilômetros por hora, criando uma cratera de 20 metros de diâmetro por cinco de profundidade.
O impacto lançou cerca 350 toneladas de material lunar a até 10 km de altura. A sonda LCROSS, com 891 quilos, sofreu o mesmo destino do Centauro, quatro minutos depois, o tempo necessário para que seus nove instrumentos, entre eles três espectrômetros, possam captar e determinar a natureza das partículas projetadas pelo primeiro impacto, e transmitir os dados à Terra.
Os cientistas buscavam determinar se há água congelada no fundo da cratera, que jamais recebe a luz solar e tem temperaturas médias de 240 graus negativos.
A sonda, chamada de LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite), partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter), encarregada de elaborar uma carta detalhada do único satélite natural do nosso planeta.
Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

ÁUDIO - Descoberta de 32 planetas fora do Sistema Solar

Descoberta de 32 planetas fora do Sistema Solar reforça a ideia de vida espalhada pelo universo

Entrevista com Enos Picazzio, astrônomo e professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP

sábado, 24 de outubro de 2009

Os raios cósmicos de alta energia podem matar um astronauta no espaço?


Podem, mas a probabilidade de isso acontecer é muito pequena, tão pequena que não deve preocupar os planejadores de viagens espaciais. É muito mais alta, por exemplo, a probabilidade de ser atingido por um micrometeorito com energia suficiente para matar um astronauta.

Os raios cósmicos de baixa energia, que estão por toda parte, porém, são um problema muito sério para as viagens longas, como uma possível viagem para Marte.

Uma pessoa na superfície da Terra recebe uma radiação de origem cósmica constante, algo como uma dezena de raios por segundo atravessando seu corpo. Essa radiação é bastante inócua. No entanto, o fluxo da radiação no espaço é muito maior e potencialmente mais perigoso. Perto da Terra, o campo magnético atenua esse fluxo. Longe, o seu efeito é mais sério.

Raios cósmicos de origem galáctica, com energias de alguns gigaelétron-volts por núcleos, são bastante abundantes e oferecem mais perigo para seres vivos, danificando genes e células। O efeito acumulado desses danos pode inviabilizar as viagens interplanetárias, a menos que sejam desenvolvidos meios de proteger os astronautas.Simulação dos Raios Cósmicos atingindo a Terra